sábado, 10 de setembro de 2011

OBSERVAÇÃO DE AVES (AGOSTO 2011)

Lista anotada e ilustrada das aves observadas no Estuário do Cávado e habitats envolventes
 
Durante o mês de Agosto esta zona húmida, ainda fortemente pressionada pelas actividades ligadas ao turismo de veraneio, também se transforma em local de afluência de inúmeras aves já em rota migratória para sul.
Apesar da perturbação, tornou-se “obrigatório” dedicar maior atenção às aves em passagem, entre as quais se destacaram duas novas espécies identificadas pertencentes às duas maiores famílias de passeriformes.
Por este motivo, a presente lista surge de certa forma amputada, sendo minha intenção completá-la com uma apresentação mais desenvolvida em publicação anexa no decorrer deste mês.
 
(Note-se que outros observadores de aves da região ainda acrescentaram outra nova espécie à lista da avifauna local, que pessoalmente não registei, mas que oportunamente assinalarei neste blogue).

 
(as ocorrências mais relevantes serão assinaladas a negrito)
(anotações a azul)
(as ilustrações seguem-se ao nome a que correspondem)
(para ver a foto com um pouco mais de detalhe clique em cima da imagem)

 
ESPÉCIES COM POPULAÇÕES EM ESTADO SELVAGEM

 
Ordem Anseriformes
 
Família Anatidae
 
Anas strepera (Frisada)no dia 30 foi registada a chegada à marginal de Fão da fêmea que aparece na fotografia, notoriamente mais cautelosa que os congéneres domesticados



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anas crecca (Marrequinho)no dia 25 registei a chegada de uma fêmea
 
Anas platyrhynchos (Pato-real)
 
Aythya ferina (Zarro-comum) no dia 23 já foi observado um macho junto à fêmea detectada no final de Julho; ambos sempre a montante da ponte velha

 
Ordem Galliformes
 
Família Phasianidae
 
Coturnix coturnix (Codorniz)no segundo dia do mês, ao final da tarde, foi avistado um indivíduo a “saltar” da ribeira na margem direita para os campos de cultivo das Pedreiras em Fão

 
Ordem Podicipediformes
 
Família Podicipedidae
 
Tachybaptus ruficollis (Mergulhão-pequeno)no dia 20 registei a chegada de um casal aos canais do estuário ligeiramente a norte do novo observatório; entre 21 e 26 foi observado um espécime isolado na zona ribeirinha de Fão






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ordem Pelecaniformes
 
Família Phalacrocoracidae
 
Phalacrocorax carbo (Corvo-marinho-de-faces-brancas) – no início do mês apenas foi observado o indivíduo que aqui se restou durante os dois últimos meses, porém, a partir de meados do mês já se viam pequenos grupos (máximo de cinco indivíduos) a rumar a montante ao entardecer

 
Ordem Ciconiiformes
 
Família Ardeidae
 
Egretta garzetta (Garça-branca-pequena) – pelas 21 horas do dia 18 foi visto um bando de seis garças a pousar no velho freixo da margem direita
 
Ardea cinerea (Garça-real ou G-cinzenta) – um ou dois indivíduos eram encontrados com frequência; no dia 20 foi visto um bando com 14 (catorze) a pousar próximo do extremo norte do juncal
 
Família Ciconiidae
 
Ciconia ciconia (Cegonha-branca)no dia 26, ao final da manhã, o estuário foi sobrevoado demoradamente por um bando com 6 (seis) cegonhas

 
Ordem Accipitriformes
 
Família Accipitridae
 
Accipiter nisus (Gavião)
 
Buteo buteo (Águia-de-asa-redonda)

 
Ordem Falconiformes
 
Família Falconidae
 
Falco tinnunculus (Peneireiro-vulgar)
 
Falco subbuteo (Ógea) no primeiro dia do mês foi avistado um indivíduo a perseguir andorinhas na margem esquerda junto aos campos de cultivo das Pedreiras em Fão

 
Ordem Charadriiformes
 
Família Charadriidae
 
Charadrius dubius (Borrelho-pequeno-de-coleira) – no início do mês foram observados indivíduos isolados no Poço do Duca e num descampado junto ao Modelo de Esposende
 
Charadrius hiaticula (Borrelho-grande-de-coleira)



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Charadrius alexandrinus (Borrelho-de-coleira-interrompida)
 
Calidris canutus (Seixoeira)a 23 foi observado o primeiro grupo formado por três indivíduos desta espécie na zona ribeirinha de Fão, onde jamais os avistei, posteriormente eram observados facilmente nos lodaçais da margem oposta; a partir desta data começaram a ser ouvidas com frequência as vocalizações de muitas limícolas em migração







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Calidris alba (Pilrito-d’areia)


Calidris alpina (Pilrito-comum)






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Philomachus pugnax (Combatente)dois no lodaçal junto à ETAR próximo da ponte velha e daqui para montante





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Limosa lapponica (Fuselo)
 
Numenius phaeopus (Maçarico-galego)
 
Tringa totanus (Perna-vermelha)



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tringa nebularia (Perna-verde)
 
Actitis hypoleucos (Maçarico-das-rochas)
 
Arenaria interpres (Rola-do-mar)
 
Família Laridae
 
Larus ridibundus (Guincho)
 
Larus fuscus (Gaivota-de-asa-escura) – já numerosas no final do mês
 
Larus michahellis (Gaivota-de-patas-amarelas)
 
Família Sternidae
 
Sterna sandvicensis (Garajau-comum)
 
Sterna albifrons (Andorinha-do-mar-anã)durante todo o mês podiam ser observados alguns pares destas e outras andorinhas-do-mar a sobrevoarem o estuário até à ponte da A28; eram encontradas mais facilmente a descansarem na margem direita no lodaçal a sul da ETAR







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ordem Columbiformes
 
Família Columbidae
 
Columba livia (Pombo-da-rocha e Pombo-doméstico)
 
Columba palumbus (Pombo-torcaz)
 
Streptopelia decaocto (Rola-turca)
 
Streptopelia turtur (Rola ou Rola-brava) – observado um indivíduo isolado no dia 16; entretanto, a 26, outros 3 (três) foram vistos pousados na linha de alta tensão sobre a margem esquerda

 
Ordem Strigiformes
 
Família Tytonidae
 
Tyto alba (Coruja-das-torres)

 
Ordem Caprimulgiformes
 
Família Caprimulgidae
 
Caprimulgus europaeus (Noitibó)

 
Ordem Apodiformes
 
Família Apodidae
 
Apus apus (Andorinhão-preto)

 
Ordem Coraciiformes
 
Família Alcedinidae
 
Alcedo atthis (Guarda-rios)
 
Família Upupidae
 
Upupa epops (Poupa) – muito conspícuas sobretudo na margem esquerda







 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ordem Piciformes
 
Família Picidae
 
Picus viridis (Peto-verde)no dia 20 foi observado um indivíduo no percurso entre a pousada de juventude e o molhe do Caldeirão
 
Dendrocopus major (Pica-pau-malhado-grande) – além de se fazerem ouvir pela orla do pinhal, também foram observados nos silvados entre a linha de água da margem esquerda e os campos de cultivo das Pedreiras

 
Ordem Passeriformes
 
Família Alaudidae
 
Calandrella brachydactyla (Calhandrinha)indícios bem claros de reprodução nas dunas junto ao Cávado
 
Família Hirundinidae
 
Riparia riparia (Andorinha-das-barreiras) – foram observadas em grande número, designadamente a alimentarem-se (?) no solo no relvado da zona ribeirinha de Fão junto à pousada de juventude
 
Hirundo rustica (Andorinha-das-chaminés)
 
Hirundo daurica (Andorinha-dáurica)no dia 3 foi observada uma num quintal das Pedreiras voltado para a linha de água que acompanha a margem esquerda; no dia 24 voltou a ser avistado um par precisamente no mesmo local (julgo que há a considerar a forte hipótese de se reproduzirem também aqui)
 
Delichon urbicum (Andorinha-dos-beirais)
 
Família Motacillidae
 
Motacilla flava (Alvéola-amarela) – muitos imaturos, como o da foto



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Motacilla alba (Alvéola-branca)
 
Família Troglodytidae
 
Troglodytes troglodytes (Carriça)
 
Família Prunellidae
 
Prunella modularis (Ferreirinha)
 
Família Turdidae
 
Será feita uma abordagem mais alongada em texto anexo que publicarei ainda este mês
 
Família Sylviidae
 
Será feita uma abordagem mais alongada em texto anexo que publicarei ainda este mês
 
Família Muscicapidae
 
Ficedula hypoleuca (Papa-moscas-preto)apenas observei o primeiro na última semana de Agosto (raras vezes me desloquei ao pinhal onde a ave é mais frequente)
 
Família Paridae
 
Parus cristatus (Chapim-de-poupa)
 
Parus ater (Chapim-preto)
 
Parus major (Chapim-real)
 
Família Certhiidae
 
Certhia brachydactyla (Trepadeira-comum)
 
Família Corvidae
 
Garrulus glandarius (Gaio)
 
Pica pica (Pega)
 
Corvus corone (Gralha-preta)regressaram dois indivíduos no dia 23 que se instalaram nos campos de cultivo da margem direita
 
Família Sturnidae
 
Sturnus vulgaris (Estorninho-malhado) – no início do mês já se viam alguns nas linhas eléctricas sobre os campos de cultivo e nas poças de maré em banhos








 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Sturnus unicolor (Estorninho-preto)
 
Família Passeridae
 
Passer domesticus (Pardal-comum ou Pardal-dos-telhados)
 
Família Estrildidae
 
Estrilda astrild (Bico-de-lacre)






 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Família Fringillidae
 
Serinus serinus (Chamariz)
 
Carduelis chloris (Verdilhão)
 
Carduelis cannabina (Pintarroxo)
 
Família Emberizidae
 
Emberiza cirlus (Escrevedeira-de-garganta-preta)




 
ESPÉCIES QUE OCORREM APENAS COMO RESULTADO DE UMA INTRODUÇÃO, FUGA AO CATIVEIRO OU POSSIVELMENTE PROVENIENTES DE POPULAÇÕES SELVAGENS MAS COM A SITUAÇÃO NÃO AVALIADA PELO COMITÉ PORTUGUÊS DE RARIDADES

 
Ordem Anseriformes
 
Família Anatidae
 
Cygnus olor (Cisne-mudo) – um indivíduo, depois de ter pousado na marginal de Esposende, abrigou-se definitivamente na zona ribeirinha de Fão no dia 9; indícios claros de ser uma ave doméstica
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cairina moschata (Pato-mudo) – a fêmea foi encontrada com 2 crias no dia 23
 
Anas sibilatrix (Piadeira-do-chile) – o mesmo indivíduo supostamente híbrido dos meses anteriores
 
Anas bahamensis (Pato-das-bahamas) – observado no dia 26 um indivíduo isolado na marginal de Fão
 


quarta-feira, 31 de agosto de 2011

(Capítulo III - Euphorbia paralias) FLORA DOS SISTEMAS DUNARES DO LITORAL NORTE

Morganheira-das-praias
Euphorbia paralias L.


FAMÍLIA: Euphorbiaceae











 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Características:

Planta vivaz cujos caules lenhosos, de um comprimento que varia entre os 20 e os 70 cm, produzem uma seiva branca tóxica. As flores, muito particulares, estão envolvidas por um cálice, contendo ao centro a flor feminina envolvida pelas flores masculinas nuas. As folhas imbricadas (dispostas como telhas) permitem uma redução na perda de água por transpiração. As raízes estendem-se em profundidade para captarem água.

 
Habitat:

Principalmente entre as comunidades das gramíneas das dunas embrionárias e das dunas brancas. Coadjuva o Feno-das-areias na estabilização das areias.

 
Floração:

De Março a Outubro.

 
Distribuição e estado de conservação:

Frequente desde o Mar do Norte até algumas zonas da região Mediterrânica, passando pelas ilhas da Macarronésia (Madeira e Canárias)

 
Ameaças:

As mesmas consideradas para o Feno-das-areias.


 
Referências bibliográficas e outras (aqui)


domingo, 21 de agosto de 2011

Só para lembrar que…

… agora que no Litoral Norte está na moda o sobrevoo de zonas classificadas a baixa altitude e a divulgação em blogues de fotografias com a mesma perspectiva aérea do Pinhal de Ofir pejado de automóveis estacionados em zonas vedadas a esse fim:

- ESTE ANO, OS ANIMADOS SEGUIDORES DAS DANIELAS DO OUTRO LADO DO ATLÂNTICO (AUTARCAS E PRESIDENTE DE CÂMARA INCLUÍDOS) NÃO FORAM PRESENTEADOS COM MAIS UM GRANDIOSO «FESTIVAL OFIR»!

Mesmo assim, tal como se vê nestas fotos (que apenas “roubei” à Google):





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
… a maior cicatriz do Pinhal de Ofir continua exactamente como se ainda estivéssemos à espera de mais 12 horas numa só noite de concertos musicais.

Também lembro que, conforme um texto aqui publicado (cuja releitura recomendo), aquela grande parcela de floresta integralmente desbastada está classificada como Reserva Ecológica Nacional (REN), definida no Decreto-Lei n.º 93/90, de 19 de Março, como “estrutura biofísica básica e diversificada que, através do condicionamento à utilização de áreas com características ecológicas específicas, garante a protecção de ecossistemas e a permanência e intensificação dos processos biológicos indispensáveis ao enquadramento equilibrado das actividades humanas.” e onde está previsto que “nas áreas incluídas na REN são proibidas as acções de iniciativa pública ou privada que se traduzam em operações de loteamento, obras de urbanização, construção de edifícios, obras hidráulicas, vias de comunicação, aterros, escavações e destruição do coberto vegetal.”

Autarcas de Esposende preocupados com o Parque Natural? Com a Área Protegida? Com a Conservação da Natureza?

Não brinquem comigo...




domingo, 14 de agosto de 2011

OBSERVAÇÃO DE AVES (JULHO 2011)

Lista anotada e ilustrada das aves observadas no Estuário do Cávado e habitats envolventes

No momento em que esta lista é publicada já a maior afluência de aves em migração de passagem nos convida a visitas mais assíduas a esta zona húmida. Um cenário bem diferente do que era esperado para os dois últimos meses e que motivou a minha quase ausência de saídas ao estuário. Por outro lado, alguns passeios à menos assediada mata de folhosas e pinheiro acaba sempre por nos revelar algumas espécies menos frequentes nas margens do Cávado.


(as ocorrências mais relevantes serão assinaladas a negrito)
(anotações a azul)
(as ilustrações seguem-se ao nome a que correspondem)
(para ver a foto com um pouco mais de detalhe clique em cima da imagem)


ESPÉCIES COM POPULAÇÕES EM ESTADO SELVAGEM


Ordem Anseriformes

Família Anatidae

Anas platyrhynchos (Pato-real)

Aythya ferina (Zarro-comum)no dia 28 foi observada uma fêmea isolada na marginal de Fão junto à pousada de juventude


Ordem Pelecaniformes

Família Phalacrocoracidae

Phalacrocorax carbo (Corvo-marinho-de-faces-brancas) além de um espécime (com o peito totalmente branco) que era observado no areal a descoberto na maré vaza a jusante da ponte velha, no dia 28 foram observados outros dois a sobrevoarem o estuário; completa-se, assim e pela primeira vez nos meus registos, o ciclo de um ano a observar esta espécie em todos os 12 meses


Ordem Ciconiiformes

Família Ardeidae

Egretta garzetta (Garça-branca-pequena)

Ardea cinerea (Garça-real ou G-cinzenta)

Família Ciconiidae

Ciconia ciconia (Cegonha-branca)no 14 foi avistado um indivíduo a sobrevoar a ponte metálica, os campos de cultivo da margem direita e a própria cidade de Esposende


Ordem Accipitriformes
 
Família Accipitridae

Circus aeruginosus (Tartaranhão-dos-pauis ou Águia-sapeira)nos dias 6 e 7 foi registada a presença de uma fêmea ou juvenil a sobrevoar a baixa altitude o juncal; entretanto, já a 21 foi observado um macho que, proveniente de norte, dirigiu alguns ataques ao solo junto à restinga e em menos de uma hora seguiu para sul sobre o mar

Accipiter gentilis (Açor)no dia 15 testemunhei um indivíduo desta espécie a investir sobre pombos-torcazes e rolas-turcas numa clareira no extremo norte do pinhal entre Fão e Apúlia junto ao caminho do meio; dois dias depois, foi-me descrito que ali regressou uma ave com iguais características

Accipiter nisus (Gavião)

Buteo buteo (Águia-de-asa-redonda)


Ordem Falconiformes

Família Falconidae

Falco tinnunculus (Peneireiro-vulgar)


Ordem Charadriiformes

Família Charadriidae

Charadrius hiaticula (Borrelho-grande-de-coleira)

Charadrius alexandrinus (Borrelho-de-coleira-interrompida) – assinalada a existência de muitos juvenis

























Família Scolopacidae

Calidris alba (Pilrito-d’areia)

Calidris alpina (Pilrito-comum)

Numenius phaeopus (Maçarico-galego)pelo menos dois indivíduos permaneceram por cá

Tringa nebularia (Perna-verde)

Actitis hypoleucos (Maçarico-das-rochas)

Família Laridae

Larus ridibundus (Guincho)

Larus fuscus (Gaivota-de-asa-escura)

Larus michahellis (Gaivota-de-patas-amarelas)


Ordem Columbiformes

Família Columbidae

Columba livia (Pombo-da-rocha e Pombo-doméstico)

Columba palumbus (Pombo-torcaz)

Streptopelia decaocto (Rola-turca)


Ordem Strigiformes

Família Tytonidae

Tyto alba (Coruja-das-torres)mais uma vez se confirmou a sua nidificação

Família Strigidae

Strix aluco (Coruja-do-mato)mais uma vez, escuso-me a apresentar algumas fotos obtidas no primeiro dia do mês junto ao extinto “pinhal da bonança”, ainda local de poiso de um indivíduo que frequenta toda a margem norte da mata entre Fão e Apúlia


Ordem Caprimulgiformes

Família Caprimulgidae

Caprimulgus europaeus (Noitibó)


Ordem Apodiformes

Família Apodidae

Apus apus (Andorinhão-preto)


Ordem Coraciiformes

Família Alcedinidae

Alcedo atthis (Guarda-rios)“regresso” bem notado desde o início do mês

Família Upupidae

Upupa epops (Poupa)


Ordem Piciformes

Família Picidae

Dendrocopus major (Pica-pau-malhado-grande)


Ordem Passeriformes

Família Alaudidae

Calandrella brachydactyla (Calhandrinha)a imagem deste imaturo já crescido ainda vai confirmando a reprodução desta espécie por estas paragens




















Família Hirundinidae

Riparia riparia (Andorinha-das-barreiras)

Hirundo rustica (Andorinha-das-chaminés)

Delichon urbicum (Andorinha-dos-beirais)

Família Motacillidae

Motacilla flava (Alvéola-amarela)

Motacilla alba (Alvéola-branca)

Família Troglodytidae

Troglodytes troglodytes (Carriça)

Família Prunellidae

Prunella modularis (Ferreirinha)

Família Turdidae

Erithacus rubecula (Pisco-de-peito-ruivo)

Phoenicurus ochruros (Rabirruivo-preto)

Saxicola torquata (Cartaxo-comum)

Turdus merula (Melro-preto)





















Turdus philomelos (Tordo-músico)

Família Sylviidae

Cisticola juncidis (Fuinha-dos-juncos)

Hippolais polyglotta (Felosa-poliglota)

Sylvia atricapilla (Toutinegra-de-barrete-preto)

Sylvia melanocephala (Toutinegra-de-cabeça-preta)

Regulus ignicapillus (Estrelinha-real)esta espécie, que nem sempre tem sido aqui referida, acaba por ser quase sempre encontrada com alguma facilidade quando visitamos com maior regularidade os habitats florestais

Família Aegithalidae

Aegithalos caudatus (Chapim-rabilongo)

Família Paridae

Parus cristatus (Chapim-de-poupa)(considerar o mesmo que está mencionado para a Estrelinha-real)
 
 

















Parus ater (Chapim-preto)

Parus major (Chapim-real)

Família Certhiidae

Certhia brachydactyla (Trepadeira-comum) (considerar o mesmo que está mencionado para a Estrelinha-real)

Família Corvidae

Garrulus glandarius (Gaio)




















Pica pica (Pega)

Família Sturnidae

Sturnus unicolor (Estorninho-preto)

Família Passeridae

Passer domesticus (Pardal-comum ou Pardal-dos-telhados)

Passer montanus (Pardal-montês)

Família Estrildidae

Estrilda astrild (Bico-de-lacre)

Família Fringillidae

Serinus serinus (Chamariz)

Carduelis chloris (Verdilhão)

Carduelis cannabina (Pintarroxo)

Família Emberizidae

Emberiza cirlus (Escrevedeira-de-garganta-preta)(considerar o mesmo que está mencionado para a Estrelinha-real)
 

 
 
 


















ESPÉCIES QUE OCORREM APENAS COMO RESULTADO DE UMA INTRODUÇÃO, FUGA AO CATIVEIRO OU POSSIVELMENTE PROVENIENTES DE POPULAÇÕES SELVAGENS MAS COM A SITUAÇÃO NÃO AVALIADA PELO COMITÉ PORTUGUÊS DE RARIDADES


Ordem Anseriformes

Família Anatidae

Cairina moschata (Pato-mudo)

Anas sibilatrix (Piadeira-do-chile) – o mesmo indivíduo supostamente híbrido dos meses anteriores




 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

(Capítulo II - Elymus farctus) FLORA DOS SISTEMAS DUNARES DO LITORAL NORTE

Feno-das-areias
Elymus farctus (Viv.) subsp. boreo-atlanticus (Simonet & Guinochet) Melderis


FAMÍLIA: Gramineae

































Características:

Planta vivaz, ou seja, tem um período de vida superior a dois anos. Caracteriza-se pelos seus longos rizomas (caules subterrâneos que lembram raízes) a partir dos quais crescem até atingir uma altura máxima de 60 cm. Este factor permite à planta evitar o soterramento e alastrar-se com facilidade, mas também evita o desenterramento total em episódios de forte erosão. As folhas são lisas e brilhantes e enrolam-se para evitar evaporação. As fendas por onde se processam as trocas gasosas encontram-se na parte inferior da folha, mais protegida do sol. Tolera breves submersões por água do mar, adapta-se bem a baixas percentagens de nutrientes no solo e suporta a elevada salinidade do ar marítimo.


Habitat:

É junto à vegetação que se acumula a areia antes transportada pelo vento. Esta espécie é responsável pela primeira grande fase de colonização das areias marítimas, entretanto sujeitas a grande dinamismo. Ao ser coadjuvada por outras plantas pioneiras, provocam o aumento e a estabilização da forma dunar denominada por «Duna móvel embrionária».


Floração:

Em Junho e Julho.


Distribuição e estado de conservação:

Bem disseminada desde as praias da Escandinávia até Portugal, passando pela Escócia, sobretudo onde não haja muita pressão antrópica.


Ameaças:

Obras de engenharia pesada, pisoteio, subida do nível do mar e consequente erosão costeira.



Referências bibliográficas e outras (aqui)



sábado, 23 de julho de 2011

OBSERVAÇÃO DE AVES (MAIO 2011) (2º. Anexo)

Confirmação da ocorrência de uma nova espécie de PASSERIFORME (Correcção)
 
Família Alaudidae
 
Na sequência do meu primeiro registo da Cotovia-de-poupa no estuário do Cávado, verificado em Dezembro de 2010, no início do presente ano desenvolvi aqui um apontamento sobre esta Família de aves que podemos dividir em dois grupos: as Calhandras e as Cotovias. Relativamente às segundas, importa referir, novamente, que das quatro espécies existentes em Portugal Continental, apenas a já referida Galerida cristata (Cotovia-de-poupa), e a Alauda arvensis (Laverca) já foram por mim confirmadas neste estuário. Quanto às outras duas “cotovias”, é de salientar que a Lullula arborea (Cotovia-dos-bosques ou Cotovia-pequena) pode ser encontrada no concelho de Esposende, mas fora dos limites do Parque Natural do Litoral Norte, enquanto a última, a Galerida theklae (Cotovia-escura ou Cotovia-do-monte), apenas ocorre no sul e no interior do nosso país.
 
Relativamente às “calhandras”, em Janeiro referi muito sumariamente que “se distribuem sobretudo pelo sul e interior do País”. Porém, se quisesse ter desenvolvido um pouco mais o assunto, deveria ter dito que, além de uma espécie já extinta entre nós, há a considerar a ocorrência no nosso território da Melanocorypha calandra (Calhandra-real), residente rara a pouco comum, da Calandrella rufescens (Calhandrinha-das-marismas), residente rara e localizada, e da Calandrella brachydactyla (Calhandrinha), estival pouco comum. De qualquer forma, entendia que a distribuição de todas elas no litoral norte seria altamente improvável.
 
Mas já então constava nos meus apontamentos a interrogação acerca do registo de alguns espécimes desta Família que encontrava no início de cada período estival muito localizadamente no cordão dunar junto ao estuário do Cávado. Apesar de há vários anos os anotar no meu caderno de campo como Lavercas, ainda não tinha rejeitado completamente a hipótese de se tratarem das menos rara das calhandras. Até que desde há um ano sucedeu-se uma série de factos que me trouxeram até esta “correcção”.
 
Em 19 de Maio de 2010, desloquei-me à restinga do Cávado para registar em fotos a presença dos tais alaudídeos que ainda me intrigavam. Naquela data, já o irreversível processo do avanço do mar, tinha destruído metade daquele areal, onde em primaveras anteriores cheguei a observar em simultâneo 4 (quatro) alaudídeos (muito provavelmente mais) nos seus característicos voos acompanhados de incessantes vocalizações. Conforme o que mencionei aqui, confirmei em absoluto a reprodução dos apenas dois espécimes então detectados (talvez devido à grande perda de habitat), apresentei-os como Lavercas, mas, entre as imagens obtidas, repetiram-se algumas como esta:



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
As manchas escuras de cada lado do pescoço, difícil de detectar no campo mas muito bem expostas aqui, quase me levaram a concluir tratar-se da Calhandrinha, no entanto, preferi aguardar antes assumir essa decisão como certa.
 
Entretanto são publicadas as duas últimas grandes obras de referência da ornitologia nacional: - ATLAS DAS AVES NIDIFICANTES EM PORTUGAL. (1999-2005) - Equipa Atlas (2008) - Instituto da Conservação da Natureza, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves, Parque Natural da Madeira e Secretaria Regional do Ambiente e do Mar. Assírio & Alvim. Lisboa, e AVES DE PORTUGAL – ORNITOLOGIA DO TERRITÓRIO CONTINENTAL. Catry P., Costa H., Elias G. & Matias R. 2010. Assírio & Alvim, Lisboa. Enquanto no segundo livro apenas é admitida a “quase” ausência da Calhandrinha no litoral norte, o primeiro já confirma a sua distribuição nas dunas de Esposende.
 
Depois disso, em 19 de Abril último, a “atenta” teleobjectiva do poveiro Sérgio Silva, captou aqui perto, nas dunas da Aguçadoura – Póvoa de Varzim, uma ave, que identificou como Calhandrinha (ver aqui), muito semelhante às que tenho observado junto à foz do Cávado.
 
E, por fim, após uma primeira publicação neste blogue (entretanto cancelada) desta foto:



 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
obtida em 27 de Maio de 2011, chegou-me a experimentada, insuspeita e muito oportuna opinião do Pedro Ramalho, das Caldas da Rainha, a corrigir-me a identificação da ave, confirmando-se, assim, em absoluto, a presença da Calandrella brachydactyla (Calhandrinha) na área em estudo.
 
De salientar que na única deslocação ao seu frágil habitat de ocorrência, no último mês de Maio apenas observei o indivíduo fotografado e respectivo(a) parceiro(a), os quais frequentavam precisamente o mesmo local onde o ano passado atestei a sua reprodução.
 
Esta espécie, que consta no Anexo A-I da Directiva Aves, é apresentada no Livro Vermelho dos Vertebrados de Portugal com o estatuto de conservação «Pouco Preocupante», no entanto, o supramencionado livro Aves de Portugal refere-se ao notado declínio das suas populações na Península Ibérica.
 
Tanto no portal avesdeportugal, como na «Lista de espécies de aves referenciadas para o Parque Natural do Litoral Norte», não está indicada a sua ocorrência no estuário do Cávado.

 
NOTA IMPORTANTE:
 
Assim, é necessário corrigir que as quatro primeiras fotos que na XVIII parte do meu estudo sobre a Ornitologia do Estuário do Cávado acompanham a apresentação da Laverca correspondem em concreto à Calhandrinha.
 
Também deve ser corrigida a confirmação das Lavercas enquanto reprodutoras nos sistemas dunares adjacentes ao Cávado, que, em Junho de 2010, aqui referi. Passam, assim, as Calhandrinhas a serem consideradas nidificantes nesta região.
 
E, por fim, na última “Actualização anual da lista das espécies de aves por mim identificadas no Estuário do Rio Cávado, nos habitats terrestres envolventes e ao largo no meio marinho (dentro dos limites do Parque Natural do Litoral Norte)”, aqui publicada, a Laverca deve ser considerada apenas Invernante.