sexta-feira, 22 de abril de 2011

OBSERVAÇÃO DE AVES (MARÇO 2011)

Lista anotada e ilustrada das aves observadas no Estuário do Cávado e habitats envolventes

(as ocorrências mais relevantes serão assinaladas a negrito)
(anotações a azul)
(as ilustrações seguem-se ao nome a que correspondem)
(para ver a foto com um pouco mais de detalhe clique em cima da imagem)


ESPÉCIES COM POPULAÇÕES EM ESTADO SELVAGEM


Ordem Anseriformes

Família Anatidae

Anas penelope (Piadeira) – chegou um lindo macho no dia 16

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Anas crecca (Marrequinho) – notado decréscimo ao longo de todo o mês até que no dia 24 não foi avistado qualquer indivíduo

Anas platyrhynchos (Pato-real) – notado um acentuado decréscimo ao longo de todo o mês das populações genuinamente selvagens; entre as que se restaram por cá já se verificaram comportamentos próprios da época de reprodução; apesar de não parecer, apresenta-se aqui um macho feral com uma plumagem muito particular





 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Mergus merganser (Merganso-grande) – observados pela última vez no dia 7




















Ordem Pelecaniformes

Família Phalacrocoracidae

Phalacrocorax carbo (Corvo-marinho-de-faces-brancas)



















Ordem Ciconiiformes

Família Ardeidae

Bubulcus ibis (Garça-boieira) – desde o dia 11 jamais foram observadas

Egretta garzetta (Garça-branca-pequena)






















Ardea cinerea (Garça-real ou G-cinzenta)



















Família Ciconiidae

Ciconia ciconia (Cegonha-branca) – no dia 7 foi observado um indivíduo a sobrevoar o estuário ao longo da margem direita, de norte para sul na direcção da Apúlia (pairou com demora sobre os campos de cultivo em Gandra); o casal do ninho situado no limite entre o nosso concelho e o de Barcelos já cuida da descendência


Ordem Accipitriformes

Família Accipitridae

Circus aeruginosus (Tartaranhão-dos-pauis ou Águia-sapeira) – no dia 24 foi observado um indivíduo a sobrevoar o Cávado (fêmea ou imaturo) que parecia não ser qualquer um dos que passaram por cá estes dois últimos Invernos

Buteo buteo (Águia-de-asa-redonda)


Ordem Falconiformes

Família Falconidae

Falco tinnunculus (Peneireiro-vulgar)


Ordem Gruiformes

Família Rallidae

Fulica atra (Galeirão) – no dia 15 já não foram observados os seis espécimes até então “estacionados” na marginal de Fão


Ordem Charadriiformes

Família Recurvirostridae

Recurvirostra avosetta (Alfaiate) – 27 de Março de 1998 (um indivíduo) e 5 e 6 de Fevereiro de 2003 (um indivíduo) – são estas as datas em que consegui observar a presença desta espécie no Cávado; a estes dados há ainda a acrescentar o testemunho de Carlos Rio, que registou a ocorrência de igualmente uma ave isolada a 4 de Agosto de 2008 e, pasmem-se, a informação de que na década de 60 do século passado estas limícolas também nidificavam nas dunas de Ofir (confidência insuspeita de Nuno Gomes Oliveira); perante isto, não restando dúvidas de que esta não é seguramente uma espécie vulgar no litoral norte, julgo que será fácil de perceber o entusiasmo que senti a 6 de Março de 2011 ao avistar 2 (duas) destas aves a “ceifarem” as águas rasas da margem direita deste estuário; entretanto, este par manteve-se a descansar pelo juncal até ao dia 10
























Família Charadriidae

Charadrius dubius (Borrelho-pequeno-de-coleira) – observados dois indivíduos no dia 23 no “Poço do Duca”

Charadrius hiaticula (Borrelho-grande-de-coleira)

Charadrius alexandrinus (Borrelho-de-coleira-interrompida) – registo da chegada dos primeiros no dia 18

Pluvialis apricaria (Tarambola-dourada) – na última semana já não foram detectadas

Pluvialis squatarola (Tarambola-cinzenta)

Família Scolopacidae

Calidris alba (Pilrito-d’areia)

Calidris alpina (Pilrito-comum)

Gallinago gallinago (Narceja)

Limosa lapponica (Fuselo)

Numenius arquata (Maçarico-real) – ainda foram vistos os dois indivíduos





Tringa nebularia (Perna-verde)



















Actitis hypoleucos (Maçarico-das-rochas)

Arenaria interpres (Rola-do-mar) – ainda em plumagem de Inverno
 

Família Laridae

Larus ridibundus (Guincho) – muitos indivíduos eram já encontrados na transição para a plumagem estival; não há dúvida de que o sentido oportunista das gaivotas (Larus spp) encontrou vários benefícios na proximidade ao Homem, mas esta adaptação também as expôs a muitos perigos























Larus fuscus (Gaivota-de-asa-escura)


















Larus michahellis (Gaivota-de-patas-amarelas)

Família Sternidae

Sterna sandvicensis (Garajau-comum)



















Ordem Columbiformes

Família Columbidae

Columba livia (Pombo-da-rocha e Pombo-doméstico)

Columba palumbus (Pombo-torcaz)

Streptopelia decaocto (Rola-turca)


Ordem Strigiformes

Família Tytonidae

Tyto alba (Coruja-das-torres)


Ordem Coraciiformes

Família Alcedinidae

Alcedo atthis (Guarda-rios) – durante este mês de Março ainda eram encontrados com relativa facilidade


Ordem Piciformes

Família Picidae

Dendrocopus major (Pica-pau-malhado-grande)


Ordem Passeriformes

Família Alaudidae

Alauda arvensis (Laverca) – apenas observadas nos campos de cultivo ao lado da ETAR

Família Hirundinidae

Hirundo rústica (Andorinha-das-chaminés)

Delichon urbicum (Andorinha-dos-beirais) – a primeira foi avistada no dia 18

Família Motacillidae

Anthus pratensis (Petinha-dos-prados)
 

Motacilla flava (Alvéola-amarela) – registo da primeira no dia 24

Motacilla alba (Alvéola-branca)

Família Troglodytidae

Troglodytes troglodytes (Carriça)

Família Prunellidae

Prunella modularis (Ferreirinha)

Família Turdidae

Erithacus rubecula (Pisco-de-peito-ruivo)

Phoenicurus ochruros (Rabirruivo-preto)

Saxicola torquata (Cartaxo-comum)

Oenanthe oenanthe (Chasco-cinzento) – primeiro registo de um indivíduo no relvado junto à pousada de juventude no dia 22

Turdus merula (Melro-preto)

Turdus philomelos (Tordo-músico)

Família Sylviidae

Cisticola juncidis (Fuinha-dos-juncos)

Sylvia atricapilla (Toutinegra-de-barrete-preto)

Sylvia melanocephala (Toutinegra-de-cabeça-preta)

Phylloscopus collybita (Felosa-comum ou Felosinha) – menos comum no final do mês

Família Paridae

Parus ater (Chapim-preto)

Parus major (Chapim-real)

Família Corvidae

Garrulus glandarius (Gaio)

Pica pica (Pega)


 































Corvus corone (Gralha-preta)

Família Sturnidae

Sturnus unicolor (Estorninho-preto)

Família Passeridae

Passer domesticus (Pardal-comum ou Pardal-dos-telhados)

Família Estrildidae

Estrilda astrild (Bico-de-lacre)

Família Fringillidae

Fringilla coelebs (Tentilhão)

Serinus serinus (Chamariz)

Carduelis chloris (Verdilhão)

Carduelis cannabina (Pintarroxo)

Família Emberizidae

Emberiza cirlus (Escrevedeira-de-garganta-preta)





ESPÉCIES QUE OCORREM APENAS COMO RESULTADO DE UMA INTRODUÇÃO, FUGA AO CATIVEIRO OU POSSIVELMENTE PROVENIENTES DE POPULAÇÕES SELVAGENS MAS COM A SITUAÇÃO NÃO AVALIADA PELO COMITÉ PORTUGUÊS DE RARIDADES


Ordem Anseriformes

Família Anatidae

Cygnus olor (Cisne-mudo) – no dia 12 já não foi avistado o indivíduo que se manteve durante vários meses na marginal de Fão

Anser albifrons (Ganso-grande-de-testa-branca) – a permanência desta ave, que se está a prolongar para lá do período de invernada, reforça a minha suspeita de que este indivíduo poderá não ter uma origem selvagem

Branta leucopsis (Ganso-de-faces-brancas) – no dia 25 de Março dirigi-me ao Comité Português de Raridades para assinalar a presença de 3 (três) indivíduos desta espécie neste estuário, da seguinte forma “… Aves aparentemente cautelosas perante a aproximação de humanos. No dia da chegada (20 de Março) foram recebidas pelo bando de gaivotas estacionado na ponta norte do juncal em grande alvoroço e demorou até que fossem aceites. Desde então têm-se mantido naquele local (a 150 metros de distância em frente à doca de pesca de Esposende) e no prado salgado (interior do juncal) a alimentarem-se freneticamente e de modo demorado. Raramente se têm exposto como nas fotos.”; até ao dia 24 por ali se mantiveram as mesmas aves, contudo no dia 30 apenas restavam dois indivíduos no local; oportunamente serão apresentadas fotos com maior proximidade



















Tadorna ferruginea (Pato-ferrugíneo) – partiram no dia 12 juntamente com o Cisne-mudo, no entanto, no dia 24 foi visto um indivíduo isolado em frente ao cais da “Pedra Alta” em Fão e outro, juntamente com os Gansos-de-faces-brancas, no extremo norte do juncal; ambos ainda foram vistos nos mesmos locais no final do mês

Cairina moschata (Pato-mudo)

Anas sibilatrix (Piadeira-do-chile) – supostamente híbrido


Ordem Galliformes

Família Phasianidae

Phasianus colchicus (Faisão) – um macho fez dos campos de cultivo da margem direita entre a Solidal e a ponte metálica a sua casa e é encontrado com frequência a atravessar a estrada de madrugada